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XXVI ADMINISTRAÇÃO
2017 / 2018

V.'.M.'.  Maximino Pedro(Max)

1o Vig.'. João Carlos Dias Inácio

2o Vig.'. Antonio Carlos Araújo Simões

Orad.'.   Eduardo Veloso Fuccia

Secrt.' Ronaldo Fernandes do Valle

Tesou.'. Sérgio Paulo Saraiva

Chanc.'. Célio Maciel

Hosp.'.  
Luiz Fernando Duarte Andrade

M.'.C.'.   Luiz Antonio Carvalho

1o Diac.'.   Leonardo Fernandes do Valle

2o Diac.'.   Clóvis Lot Barreto

1o Exp.'.    Edson Carvalho Menezes

2o Exp.'.   Bruno Megale Colombo

Cobr.'.  José Flávio de Andrade e Silva

G.'.T.'.   Jefferson José Pinheiro Vassão

Biblio.'. Nelson Batista Queiroz

Bqte.'.   Valdimar Jorge de Carvalho

Harm.'.  Wagner Sérgius Malo

P.'.B.'.   Arimar Duarte Lisboa

P.'.Esp.'. Mário Agueme

P.'.Est.'. Ailton Carlos Carneiro Mesquita

Arq.'.    Sandro Luiz Zanini


 
Comissões 2017 / 2018

 
Assuntos Gerais

1) Célio Maciel
2) Luiz Antonio Carvalho
3) Antonio Carlos Araújo Simões



Finanças

1) João Carlos Dias Inácio
2) Mario Agueme
3) Luiz Gonzaga Sundfeld



Solidariedade

1) Edson Carvalho Menezes
2) Gerson Dias Gomes
3) João Pegas




 
Oriente de Santos 14 de outubro de 2013 da E.’.V.’.
 
DIÁCONO
 
Em termos meramente etimológicos, Diácono é o que se coloca a serviço de alguém, “aquele que serve”.
 
Genericamente todo cristão é um Diácono de Deus (servidor, ministro).
 
Assim, Paulo, o Apóstolo, se autodenomina e a todos que servem a Deus ou a Cristo.
 
Mencionam-se nas Sagradas Escrituras: “Timóteo, Ministro de Deus” (I Tessalonicenses 3:2); “Apolo e Paulo, Servos do Senhor” (I Coríntios 3:5); “Epafras, Ministro de Cristo” (Colossenses 1:5). Servo ou Ministro, em grego bíblico, apenas Diáconos.

Raramente no feminino, em linguagem arcaica o vocábulo diakonos ligava-se ao verdo diakoneõ – “trabalhar como criado, servir”.
 
Embora possa parecer palavra composta do prefixo dia = através – não há essa composição.
 
Na realidade, origina-se do micênico kasikonos = “trabalhador, companheiro”.
Mais tarde, no grego clássico, teria o sentido de “servidor, mensageiro” e no grego helenístico, especializando-se, seria relacionado a “servidor de um Templo”

Na comunidade de Jerusalém, ainda no primeiro século cristão, o nome Diácono identificava um determinado cargo comunitário voltado ao atendimento das necessidades materiais dos membros da jovem igreja, como hoje, por analogia, mais ou menos se espera, em Lojas Maçônicas, que seja feito pelos hospitaleiros.

Bem se sabe que, logo nos primeiros dias da Cristandade, devido a problemas específicos, eis que a distribuição de bens e cuidados não se fazia de modo eficiente, foi necessária uma separação, distinguindo-se o Ministério da Palavra.

Coube aos Diáconos, então instruídos, uma segunda função, de caráter caritativo ou assistencial, de atendimento às viúvas, órfãos e enfermos.

Diziam os Apóstolos:

“Não é razoável que abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas” (Atos, 6:2).
 
O primeiro mártir, Estevão, foi um Diácono – alguém que servia os próprios irmãos.

Na Igreja posterior, primeiro no Oriente e, a partir do século V, também no Ocidente, tem-se notícia das diaconisas: mulheres incumbidas de instruir e batizar outras mulheres.

Em Roma, o Diácono veio e instituiu-se em uma espécie de Segundo Grau, abaixo dos Padres ou Presbíteros.
 
Nas denominações evangélicas há Diáconos e Diaconisas, genericamente incumbidos da assistência aos Irmãos.

Na Maçonaria

Os britânicos constituem-se em excelente fonte de estudos.
 
Possuem documentos antigos e deram forma e consistência à Maçonaria que praticamos.

A Grande Loja, The Premier Grand Lodge, organizada em Londres (1717), é o ponto obrigatório de passagem na história da Maçonaria em todas as partes do mundo.

As velhas Lojas de Operários medievais não deixariam sucessores, caso não fosse criada a Grande Loja londrina, historicamente a primeira Obediência.

Depois a idéia difundiu-se pelo Continente Europeu: França, Itália, Alemanha, Espanha, Portugal. Foi à América.
 
Criou-se, inclusive, uma área latina, sob predominância cultural francesa, que viria a se constituir em origem da Maçonaria no Brasil, mas as raízes deste movimento moderno estão em seio inglês.
 
Por isso é útil o exame dos Rituais ingleses.

A Grande Loja de Londres, ao ser fundada em 1717, não adotava Diáconos. Por certo, segundo evidências de que nos fala Harry Mendoza e nos fornece detalhes Harry Carr, o cargo existiria na Most Ancient & Honorable Fraternity of Free and Accepted Masons (Mais Antiga e Respeitável Fraternidade de Maçons Livres e Aceitos), cerca de 1751, conhecida por Grande Loja dos Antigos, rival da Grande Loja londrina, a quem os Antigos, com sentido depreciativo, denominavam de “Modernos”.
 
Laurence Dermott, o notável Grande Secretário dessa Obediência histórica, registraria, em 1753, atas dos Antigos, bem como, em 1754, atas da Loja Nº: 37, que ele mesmo serviria como Junior e como Senior Deacon (Segundo e Primeiro Diácono, respectivamente), assim como Vigilante, antes de ser instalado Mestre na Irlanda em 1746.

Outrossim, algumas Lojas que se associaram após 1717 à Grande Loja de Londres, possuíam o cargo de Diácono, embora, reiteremos, a Grande Loja, oficialmente, não o adotasse.
Os ingleses sempre mantiveram certa liberdade de procedimentos internos das Lojas.

A mais antiga referência a diáconos, em uma Loja na Inglaterra, é datada de 1733/34, em Swalwell, Gateshead, Durham, descrevendo-se seus deveres como “mensageiros do Venerável e dos Vigilantes”.

As Lojas que não possuíam Diáconos utilizavam os serviços do Mestre de Banquetes (Steward) ou do Segundo Vigilante (Junior Warden).
 
Os Stewards, tudo indica, não reduziam suas funções apenas a atividades de banquetes, mas sim levavam mensagens (missão dos Diáconos) bem como desempenhavam parte das funções Ritualísticas hoje, no R.’. E.’. A.’. A.’.; por exemplo, reservada aos Expertos.

Afinal, quando das tratativas para a união das duas Grandes Lojas inglesas rivais (a dos Antigos e a dos Modernos), foi criada, em 1809, a Special Lodge of Promulgation, nesta a resolução de se adotarem Diáconos.

Com ressalvas. A nota resumida, então publicada, recomendava que os Diáconos fossem utilizados, mesmo que, pelo devido exame, ficasse provado que não se constituíam em uma função antiga, apenas sendo Oficiais úteis e necessários: “Resolved that Deacons (being proved on due investigation, to be not only Ancient but useful and necessary Officers) be reconmended…”

E, na ata da Old Dundee Lodge, Nº: 18, datada de 8 de fevereiro de 1810 (Apud Carr, idem, ibidem) encontra-se interessante registro de efeitos dessa adoção de 1809:

“O Venerável Mestre relatou sobre a necessidade de mais dois novos Oficiais para atender às alterações efetuadas, informando que eles se denominam Diáconos (…) um Senior Diácono e um Júnior Diácono, a eles cabendo Jóias como no velho significado, isto é, Mercúrio, o mensageiro dos deuses, e não no moderno, “a pomba com um ramo de oliveira”.
 
No Livro das Constituições, Grande Loja Unida da Inglaterra, 1815, se oficializaria o cargo.

É fácil, desse modo, compreender o motivo de os Ritos Adonhiramita e Moderno não adotarem Diáconos, distinguindo-se dos outros Ritos.
 
Constituídos ainda no Século XVIII, anteriores, pois à união das duas Grandes Lojas inglesas rivais, da qual resultaria a Grande Loja Unida da Inglaterra (1813), os dois Ritos em tela seguiam, na França, ao modo Ritualístico dos Modernos (Grande Loja de Londres), que não utilizava Diáconos oficialmente.

E assim continuaram, mesmo após a mudança de 1809, nas tratativas para a união inglesa. Como continuaria com a inversão de Colunas, palavras, etc., providência que os Modernos haviam adotado em 1730, após a infidelidade de Samuel Prichard.

Função

A tradição tem dado aos Diáconos a função de mensageiros.
 
Há exemplares antigos de Jóias desses Cargos (Primeiro e Segundo Diáconos) constituídas por um Mercúrio alado, o mensageiro dos seres do Olimpo, como há exemplares em que aparece a clássica forma da Pomba que traz no bico o ramo de oliveira, mensagem a Noé de que a água baixara e já havia terra firme após o dilúvio (Gênesis 8: 11).
 
Em todos os Ritos, que possuem estes Oficiais, com variações próprias de cada Rito, sempre cabe aos Diáconos esta ou aquela missão de transmitir ordens ou mensagens, como levar o livro de atas para assinaturas, transmitir a Palavra Sagrada, etc.

De modo significativo, contudo, principalmente no sistema inglês, aos Diáconos cabem funções semelhantes a dos Expertos no R.’. E.’. A.’. A.’.

Já dissemos á época em que a Grande Loja de Londres não adotava Diáconos, as funções hoje exercidas por eles em uma Loja inglesa, principalmente a de conduzir os Candidatos durante as Cerimônias, eram efetuadas pelos Vigilantes.

Isso bem se vê na célebre Exposure de Prichard (Masonry Dissected, 1730) de que falamos acima. Ali está bem claro que o Segundo Vigilante recebia o candidato na porta da Loja, mais ou menos como hoje compete ao Guarda Interno fazer (Rito de York/Emulação), e o Primeiro Vigilante realizava uma perambulação apresentando o Candidato ao Venerável Mestre, além de ensinar-lhe a aproximar-se do Venerável, trabalho hoje, no Rito de Emulação, da alçada do Segundo Diácono.

Os Bastões e o Pálio

Os Diáconos usam Bastões? Formam Pálio? São questões suplementares.
 
É sempre interessante conhecer as Exposures que nos revelam Rituais e práticas do Século XVIII, quando foram estruturados os primeiros Rituais.

Por exemplo, embora não expliquem a razão exata de os Maçons terem adotado o uso de Bastões, provam que os Bastões são de antiga utilização entre nós. Por certo introduzidos na Maçonaria como cópia de Cerimoniais de outra natureza ou de outras Instituições.

A célebre Exposure, “Three Distinct Knocks” (1760), revela-nos que o Mestre e os seus dois Diáconos, cada um deles, portavam durante as Cerimônias um Bastão negro, com cerca de sete pés de comprimento (cerca de 2,10 m), tanto ao abrir como ao fechar a Loja, não explicando, contudo, qual o procedimento desses Oficiais com essas Varas/Bastões. O Diretor de Cerimônias portava um Bastão branco.

Outrossim, havia a prática de os Diáconos cruzarem as Varas sobre a cabeça do Candidato durante preces e juramentos. A Exposure de Prichard (1730) registrava que o Candidato, na Iniciação, ajoelhava-se “dentro do Esquadro” (within the square).
 
Expressão dúbia. Tanto podia indicar o cruzamento dos Bastões sobre a cabeça do Candidato, eis que o Nível medieval, utilizado pelos Operativos, era um Triângulo de madeira com um Prumo no centro – os Bastões cruzados inequivocamente, assim, suscitando-nos a idéia de um Nível – como podia, de outro modo, por dubiedade, representar um Esquadro no chão.
 
Assim a expressão “within the square” originou o costume existente em algumas Lojas inglesas, de o Candidato ajoelhar-se dentro de um grande Esquadro de madeira colocado no chão ou sobre o banco de ajoelhar-se (Apud Carr idem, ibidem).
 
Este procedimento, de cruzar Bastões sobre a cabeça do Candidato no ato de seu juramento, ainda permanece na atualidade do Rito de Emulação (ou de York, na expressão brasileira), os Diáconos sustentando as Varas com a mão esquerda, cruzando-as sobre a cabeça do Candidato, ajoelhado.
 
Com a mão direita permanecem à ordem. Como se vê, costume antigo e não se pode dizer que há erro nisso. São variações.
 
Havia outras. Carr fala-nos de Ritual de 1847(10), onde a prece pelo Candidato era efetuada tendo os Diáconos às mãos reunidas sobre as mãos do Candidato, segurando os respectivos Bastões com a mão livre. Recordar, na atualidade, o ato de cruzar as mãos sobre a cabeça do Mestre que está sendo Instalado.

Na realidade hoje discutimos muito quanto ao Pálio, formado na abertura e no fechamento do Livro das Sagradas Escrituras, havendo explicações de toda ordem, ditas “esotéricas”, esse procedimento constituindo-se apenas em mera variação de costume antigo, desde o paganismo, realizado sempre que vai ser procedido um ato solene ou vai se conceder uma honraria. Se formam Arcos ou Pálios com as mãos, Bastões ou Espadas.

Aliás, (com profundo caráter espiritual), no Cristianismo nascente do primeiro século, os que iriam formar o clero cristão, encarregando-se das celebrações Ritualísticas, recebiam poderes por meio de um Ritual de imposição das mãos de outros que já haviam recebido tais poderes e a autorização de transmiti-los.

No Século XVIII, na Maçonaria, como ainda na atualidade, cruzavam-se os Bastões dos Diáconos, bem como se cruzavam Espadas, para formar um Arco para passagem de honra.
 
No Rito de York (Emulação), em cada Sessão, Venerável e Vigilantes são recebidos sob os Bastões cruzados dos Diáconos.

Concluindo

A primeira Grande Loja, fundada em 1717, Londres, e a Grande Loja dos Antigos, 1751, nunca publicaram um Ritual ou deram autorização ou aprovação a qualquer publicação.

Contudo da Exposure de Prichard (1730), bem como de outros documentos, assim as atas irlandesas mencionadas permitem-nos concluir pela adoção gradativa, sem unanimidade, do cargo de Diáconos, inclusive portando Bastões.
E esses estudos, procedidos no limiar do Século XIX, mais próximo das origens da Maçonaria moderna, concluíram que os Diáconos eram úteis ou necessários, não se constituindo, contudo, em uma função antiga, sempre existente. Daí justificadas as diferenças.
 
Os Ritos diferenciaram-se, havendo adoções diversas, desde a ausência dos Diáconos até sua presença marcante com funções Ritualísticas significativas. Inclua-se a diferença entre Espadas e Bastões, fazer ou não o Pálio.

Enfim não há certo ou errado, há diferenças. Cabe que cada corrente Ritualística saiba de sua própria genuinidade e das necessidades de suas próprias manifestações de ordem cultural.
 
E que o Ritual adotado seja obedecido. A Maçonaria, sendo universal, admite estas diferenças que não ferem a ortodoxia. A obediência, contudo, é uma bela virtude maçônica.
 

 Links 

 


Obediência Maçônica
             

 http://glesp.com.br
 http://www.clubeglesp.com.br


Grande Loja da Inglaterra
http://www.ugle.org.uk
http://freemasonrytoday.com


Sites de maçonaria
 
 
Editoras Maçônicas

Entidades Paramaçônicas
                

 
 

Vídeos
 
Livro "Pinga Fogo", do Ir.'. Roberto Schukste em doze e videos de dez minutos em média cada um, falando sobre temas maçônicos variados. Muito interesante e esclarecedor.

Módulo 1 – O que é a Maçonaria
https://www.youtube.com/watch?v=iFOCM2zCmtU

Módulo 2 – Definições sobre a Ordem
http://www.youtube.com/watch?v=Pv8mBHbR6p4

Módulo 3 –  A maçonaria é uma filosofia de Vida?
https://www.youtube.com/watch?v=V3CMb7xXLfM

Módulo  4 – Perguntas gerais sobre a Maçonaria
https://www.youtube.com/watch?v=pJClV_xKAGc


Módulo 5 – Caminhos para ingressar na Ordem
https://www.youtube.com/watch?v=T9gB5FUx8LY

Módulo 6 – Perfil dos candidatos
https://www.youtube.com/watch?v=qrMyz54f6nM&list=PL60A050AD84C19BC8

Módulo 7 – Qual a ligação dos maçons e o espiritismo?
https://www.youtube.com/watch?v=QfjUG_OyOg8

Módulo 8 – Porquê a mulher não pode fazer parte da Maçonaria?
https://www.youtube.com/watch?v=-fuJkfcrG3Q


Módulo 9 – A ajuda mútua
https://www.youtube.com/watch?v=jR4z6J46rIk

Módulo 10 – Quais as leis que regem a Maçonaria
https://www.youtube.com/watch?v=gjzboHmKSpE

Módulo 11 – O conceito de Deus na Maçonaria
https://www.youtube.com/watch?v=i54Eq_45drQ

Módulo 12 – Porque não existem conflitos religiosos na Maçonaria?
https://www.youtube.com/watch?v=FHZRN4FELUs




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